BIOGRAFIA DE RICARDO GODOY

RICARDO GODOY: nasceu na provincia de Mendoza, Argentina. É pai de três filhos, Ezequiel Godoy, Leonel Godoy y Mariano Godoy que atualmente são eles que o apoiam nos seus projectos.

Primeiros anos

RICARDO GODOY vem de uma familia humilde onde mesmo assim os seus pais o apoiaram sempre nos estudos e no desporto. Seu pai Ramón e sua mãe Olga notaram que desde muito pequeno que tinha uma paixão pelo futebol, não só se dedicava a uma grande parte do seu dia a jogar em qualquer sitio que fosse possível como também organizava os jogos,
torneios no bairro e treinava os seus colegas de equipa. Era uma especie de líder no bairro.

Toda sua infancia se baseava em futebol passando para a fase da adolescência onde se acentuava ainda mais a paixão pelo futebol o que o levou a ter a certeza qual seria a sua profissão no futuro.

Como jogador:

Começou a jogar com 6 anos nun futebol organizado, desde pequeno que clubes importantes da cidade queriam-no na equipa, começou a jogar no clube com maior escalões de futebol mendocino da sua época, o CLUB ATLETICO ARGETINO, onde todas as categorias foram sempre campeãs da liga, o melhor marcador e um dos que se destacou mais, convertido na promessa no futebol da cidade, onde se estreou com a primeira equipa aos 16 anos, onde o primeiro dinheiro que recebeu através do futebol permitido-o (até aos 20 anos onde depois foi transferido), suportar os gastos durante a sua licenciatura de Educação Física na INEF (Mendoza).

Assinou em Boca Juniors de Argentina, clube que cedeu a Florida, Kimberley e Alvarado de Mar del Plata, e ao final de três temporadas regressou a Boca Juniors, depois Banfield de Buenos Aires, para regressar à sua cidade natal onde jogou em Independiente Rivadavia, Godoy Cruz Gutierrez Sport Club.

As constantes lesões levaram-no a deixar o futebol profissional aos 30 anos. Mas, durante todo esse tempo já tinha criado a primeira Escola de Futebol e de marcadores (GERMAN “mono” BURGOS) entre outros que começaram com ele.

Etapa como treinador

Em 1992 começa o curso de treinadores na Argentina, já tinha obtido no ano de 1978 o seu diploma de Professor nacional de Educação Física e um mestrado de futebol, em 1979.

Em 1993 com o apoio de Nilda Gutierrez entra em prática um dos projectos mais ambiciosos de futebol infantil a nível internacional…

Um mundial de futebol de crianças, “O Mundialito”.

O Mundialito… Equipas de todos os continentes reunidas para disputar um verdadeiro mundial, três anos de trabalho, da ESCOLA INTERNACIONAL DE FUTEBOL RICARDO GODOY, para chegar ao primeiro mundialito em 1995, a cidade eleita foi Mendoza, a sua província natal e, em apenas três edições, em 1997, transformou-se no maior torneio de Futebol infantil de toda America, Unicef Argentina lhe concedeu a festa de aniversário de 50 anos de existencia da UNICEF no mundo, a camisola da sua escola fazia promoção à Unicef e o prestigioso cantor e autor PAZ MARTINEZ, foi o responsável de produzir e cantar na grande cerimónia de inauguração no estadio mundialista de Mendoza Argentina , a canção CORRE y VUELA.

Ricardo Godoy estava a cumprir o seu sonho… um verdadeiro mundial que contava com mais de 20 países, 10.000 jogadores , batizado pelas crianças do SALVADOR, como o mundialito da PAZ.

Unicef Argentina outorgou a distinção: Missionários da PAZ através do Futebol.. que recebeu um menino de 9 anos “TRAPITO” a imagem do Mundialito da época e da UNICEF Argentina.

Atualmente o Mundialito realiza-se em Espanha e tornou-se no maior torneiro de Futebol 7 infantil do mundo, www.mundialito.org

Para além de dar continuidade à Escola Internacional de Futebol Ricardo Godoy, todos estes anos, Godoy, tem trabalhado como treinador das categorias inferiores de Boca Juniors na Argentina (treinos específicos), como colaborador do professor Carlos Fontana (Argentino), que o considera um mestre na sua profissão como treinador.

É em 1994 onde obtém o diploma de treinador Nacional de futebol onde obteve a melhor média.

Na temporada de 1994 foi treinador e depois Director do Club Andes Talleres de Mendoza.

Em 1995 foi treinador adjunto e coordenador de tours da Seleção juvenil CHINA (projecto 2000), e com ele o treinador brasileiro Enzo Pascoa.

Em 1996, 1997 e 1998 colaborou com a Associação de Futebol de Cuba, onde pôs em prática o projecto “CARIBITO”, com o ex guardameta e, nesse momento o presidente da Associação nacional de Futebol, José Francisco Reinoso também pediu a Godoy um programa para desenvolver o Futebol no seu país e, ele como sempre, trabalhou para que os meninos com idades inferiores começassem a jogar ao futebol, lecionou cursos a treinadores e percorreu o país para comprovar que se jogava futebol nos estados de PELOTA (baseball) em muitas cidades.

Problemas sociais , económicos e a não continuidade de J. Francisco Reinoso não permitiram continuar com os Caribitos mesmo que Ricardo Godoy fosse o responsável do programa das seleções nacionais do futebol cubano.

Uma camisola da Escola Internacional de Futebol Ricardo Godoy foi doada para o Museu do desporto de Habana, onde referiram Godoy como o pai do Projecto Caribito. Atualmente, pelo menos pratica-se futebol de forma sistemática nas escolas primarias do país.

Até à alguns anos uma equipa de crianças de 11 anos participavam em todas as edições no Mundialito de Ricardo Godoy.

Em Fevereiro de 1997 um grupo empresário de futebol e os seus colegas de trabalho disseram-lhe que as suas ideias futebolísticas nao coincidiam com a realidade do futebol argentino.

Cansado de tantos obstáculos ao seu trabalho, abandona Mendoza, sua terra natal, para decepção de muita gente que o seguia. Em poucos anos imensas crianças tinham jogado no mundialito, tinha viajado pelo mundo e nesse momento a sua escola internacional de futebol tinha ganho já algum prestigio em diversos distritos de Mendonza e, alguns colegas e políticos não poderiam tolerar porque não correspondia a interesses particulares.

Instalado em Espanha, nas ilhas Canárias seguiu com o seu projecto de futebol e com o seu trabalho profissional como treinador.

Treinou o Huracán na Liga nacional Juvenil (divisão de honra) no ano de 1999/2000.

Em 2001, é recomendado por técnicos da FIFA para que fosse trabalhar em África, e é onde aceita a proposta do Presidente da Federação de Futebol da Mauritania, o Sr. Mohamed Lemine Cheiguer.

Durante três anos consecutivos (2001, 2002 e 2003), Godoy foi treinador da Seleção Nacional de Futebol da Republica Islâmica da Mauritania. A sua adaptação a um país islâmico foi muito duro, não havia futebol profissional, a média de idade dos jogadores era quase de 30 anos e a Federação da Mauritania não contava com as outras categorias exigidas pela FIFA.

Ricardo Godoy começou a mexer-se no país dos “Mourabitounes”, Onde se encontra o deserto mais quente e maior do mundo, com uns 9.065.000 km² de superficie. O seu nome vem do árabe ṣaḥrāʾ صحراء (deserto). Estende-se pelo territorio dos seguintes países: Argelia, Túnez, Marrocos (com as partes espanholas), Sáhara Occidental, Mauritania, Malí, Níger, Libia, Chad, Egipto e Sudán.

O seu trabalho chamou a atenção da imprensa internacional, especialmente a do mundo árabe que chegou a chamar-lhe o “leão do deserto”.

Seguindo uma metodologia de trabalho, organizou o seu trabalho por fases. A primeira consistia em fazer um diagnostico de situações do futebol do país, os resultados foram alarmantes e por isso decidiu dividir o país em zonas futebolísticas.. e, aqui começa a historia. Percorrendo as aldeias perdidas do deserto promocionando e procurando jogadores ‘talentos’ para o seu projecto, a imprensa internacional tentou fizer uma reportagem exclusiva da viagem de Ricardo Godoy por África mas sempre manifestou que só seriam escritas num futuro livro. Sem falar com muitos detalhes contou que, muitas vezes correu perigo de vida.. perdido no deserto… nas costas do atlântico, na Serra Leona, em Mali, Guinea Conakry, Marrocos, Argelia… e a campanha de colaboração ao governo de Luanda - Angola, depois de 30 anos de guerra civil… “o missionário do futebol”, outra alcunha que fica na historia de RICARDO GODOY

O compromisso que ligava Godoy a este país islâmico era de 6 anos. A saida do presidente que o tinha contratado e por motivos políticos e sociais de que atravessava este pais não permitiriam a continuidade do seu projecto, mas mesmo assim ficou organizado um torneiro nacional de primeira e segunda divisão, seleções sub 15, sub 17 e sub 20 e uma
seleção absoluta com uma media de idade de 23 anos.

Pela mão de Ricardo Godoy chegou o projeto GOAL da FIFA. Godoy trabalhou incansavelmente e hoje é uma realidade em Nouakchott, a capital, e o seu primeiro diagnostico punha: na Mauritania as crianças começam a jogar futebol aos 14 anos...

Godoy convencido de que a única maneira de desenvolver o futebol era começar a jogar com idades baixas, fomentou as escolas de futebol em todo o país, lecionou cursos de treinadores… e as crianças de 6 anos começaram a jogar, a viajar… a participar em Torneios Internacionais.

Atualmente, quando os entrevistadores lhe perguntam “Que ganhou Godoy em Mauritania?”, sempre responde “nunca ganhámos a ninguém mas o meu prémio mais importante é saber que se continua a jogar futebol no deserto; ter melhorado a comunicação com as crianças e jovens que só falavam o dialecto, ter transmitido o sentido de responsabilidade e tentar preparar-los para um mundo melhor. Lutei contra a malária, problemas políticos e sociais, mas agradeço a Deus, Alan ou a quem seja por me ter posto em meu caminho umas das experiencias mais enriquecedoras da minha vida , tanto profissional como pessoal".

Quando Godoy se foi da Mauritania recebia constantemente mensagens de diversos jogadores, treinadores e amigos mauritanos… “ Quando RICARDO GODOY deixou Mauritania, os jovens deixaram de amar este desporto, acabou a ilusão pelo futebol."

“Foi embora o homem que queria fazer do futebol na Mauritania o maior do mundo árabe.

Esta experiencia no pais Islamico, viajando pelo deserto, viver com o Ramadán ao mesmo tempo que treinava, a convivência, o respeito pelos hábitos religiosos, viajando por quase todo o continente africano para jogar as eliminatorias de FIFA, jogos amigáveis, Pré-Temporadas e todos os inconvenientes que há por viver num pais africano, marcaram a sua vida profissional mas também a sua vida pessoal deste Mendocino cuja sua primeira ilusão era promocionar o Futebol nas idades mais pequenas como método eficaz para conseguir objectivos.

De 2004 até 2007 foi o Diretor de Formação, Contratado pelo Club Huracán de LAS PALMAS, que tinha formado um acordo com o Real Madrid (Espanha).

No ano de 2005 teve a confirmação do seu diploma de treinador Nacional (Espanha)

No ano 2008 tirou o curso de treinador da UEFA Advanced, da Federação portuguesa de Futebol.

Todo este tempo foi contratado por clubes, associações, Governos… para diferentes palestras sobre O FUTEBOL BASE, METODOLOGIA DE TREINADORES,… a coordenação no futebol, organização de Escolas de Futebol, o trabalho de seleções. o futebol juvenil e profissional… etc...

Já visitou mais de 100 países, em tours de futebol, torneios, palestras e a promover o Mundialito e o desenvolvimento do futebol noutros países que lhe pediram a colaboração: America, Europa, Africa e num dos seus últimos anos também o seu trabalho se esta a encaminhar para Ásia, especialmente para os países árabes.

Para além de tudo o que continua em prática, está a trabalhar também numa campanha Internacional de Ajuda a Africa “TODOS COM MALI” através da sua fundação.

Está a realizar um trabalho de investigação sobre a realidade do futebol em Mali com o objectivo de ajudar no desenvolvimento do futebol no pais.

Também se fabrica material desportivo: bolas, chutarias com o seu nome e também tem um museu itinerante de Futebol com mais de 6.000 objectos.

Colaboradores